terça-feira, 24 fevereiro,2026
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Representatividade que gera resultado: por que sou adepto do associativismo

*Artigo assinado por Rodrigo Tavano, vice-presidente da ABIH-SP, diretor de Turismo de São Sebastião e proprietário do Hotel Pousada Vivendas Sol e Mar, em Caraguatatuba*

O que você pensa quando escuta alguém falar em associativismo? Para mim, logo me vem à mente aquela famosa frase “a união faz a força”. Clichê, você diria? Bem, pode até ser, mas eu acho que ela só diz verdades. Construí minha carreira no litoral norte paulista, especialmente na região de Caraguatatuba, e já perdi as contas de quantas vezes pude testemunhar que os melhores e maiores projetos não são feitos por um só par de mãos e nem são exclusividades de uma única mente.

O turismo nunca foi, nem nunca será sobre mim ou sobre você. O “nós” tem uma força espetacular nas decisões, nas estratégias e nos resultados. O “nós” muda tudo. Existe um provérbio africano que afirma que “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. No caso do turismo e da indústria da hospitalidade, eu diria que é preciso ter entidades representativas para que o hoteleiro tenha voz. Como hoteleiro e como empreendedor, sei bem como é depender de políticas públicas para resolver um monte de coisa. E sei muito bem também do peso diferente que a gente ganha à mesa quando faz parte de uma associação.

Pandemia e associativismo: o melhor exemplo de um dos piores momentos para o turismo

Retrato em plano médio de Rodrigo Tavano, autor do texto sobre associativismo. Ele é um homem de pele clara, cabelos curtos escuros e barba aparada, e aparece sorrindo para a câmera. Veste uma jaqueta preta com o logotipo "Vivendas Sol e Mar Hotel Pousada". O fundo mostra a área externa de uma pousada com palmeiras e guarda-sóis, reforçando sua atuação no setor de turismo.
Neste artigo exclusivo, Rodrigo Tavano, vice-presidente da ABIH-SP, reflete sobre a importância prática do trabalho desempenhado pelas entidades representativas na hotelaria | Crédito: Divulgação

Vivenciamos isso de perto durante a pandemia. Naquela época, marcada pela reabertura gradual da hotelaria, protocolos e uma infinidade de outros desafios diários, a ABIH-SP foi protagonista dentro do estado de São Paulo – e muitas de suas ações tiveram impacto nacional.

Em momentos turbulentos como esse, que pegam todo mundo de surpresa e viram a vida como a gente conhece de cabeça para baixo, é importante ter o respaldo de “alguém” que conheça as dores e as demandas da categoria. No caso do associativismo, essa não é uma figura solitária. Há vários alguéns dispostos a lutar e a defender o empreendedor, porque disso depende a sobrevivência de praticamente todo um setor.

O associativismo também contribui demais com uma série de outras questões: cobrança de concessionárias de energia elétrica, abastecimento de água, articulação com prefeituras e órgãos como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Esse trabalho, apesar de muitas vezes passar longe dos holofotes, é fantástico. Abre o diálogo, ajuda a trazer inovações, resolve velhos problemas, dá um gás novo a processos que tendem a ser lentos. Por estar há 20 anos à frente do Hotel Pousada Vivendas Sol e Mar, fica difícil até de colocar em palavras o quanto tudo isso faz diferença.

Entusiasta, eu?

Quatro pessoas de diferentes etnias sorriem em um parque ao ar livre, segurando balões de fala coloridos (azul, rosa, ciano e laranja) acima de suas cabeças. A imagem ilustra o associativismo por meio da pluralidade de vozes, do diálogo e da união de diferentes perspectivas em prol de uma comunicação coletiva e aberta. O fundo mostra um gramado verde sob um céu azul limpo.
Quando a gente compartilha ideias e experiências, o associativismo deixa de ser conceito e vira voz coletiva | Crédito: Freepik

Atualmente, participo de três associações: ABIH-SP, entidade em que estou como vice-presidente; Associação Comercial de Caraguá, da qual fui diretor até dezembro de 2025; e faço parte da diretoria da Associação de Hotéis e Pousadas de Caraguatatuba.

Digo com todas as letras: sou um entusiasta do associativismo. Ele é a nossa ponte com o governo (em cada uma de suas esferas) e permite que lutemos pelo bem comum, fortalecendo ainda mais os negócios. Esse cenário de solidez favorece a geração de empregos e faz a economia girar não só nas nossas cidades e na nossa “bolha”, mas no estado e no país como um todo.

Meu recado para você que está lendo agora é um só: associe-se. Não importa a qual entidade seja, associe-se. Participe, opine, compartilhe suas necessidades e dificuldades. Dê uma chance para que as associações colaborem. Eu tenho tantos cases de ações positivas vindas desse agir coletivo.

Existe alguma comunidade/entidade por aí só esperando você chegar, acredite em mim. Fico aqui na torcida para que a gente se esbarre em algum momento. Você talvez nem seja de Caraguatatuba, mas a sua contribuição será sentida aqui e em cada canto do Brasil. Cada voz conta. E hoje, graças a Deus, somos um coro enorme.

Bruna Dinardi
Author: Bruna Dinardi