*Artigo assinado por Rodrigo Tavano, vice-presidente da ABIH-SP, diretor de Turismo de São Sebastião e proprietário do Hotel Pousada Vivendas Sol e Mar, em Caraguatatuba*
O que você pensa quando escuta alguém falar em associativismo? Para mim, logo me vem à mente aquela famosa frase “a união faz a força”. Clichê, você diria? Bem, pode até ser, mas eu acho que ela só diz verdades. Construí minha carreira no litoral norte paulista, especialmente na região de Caraguatatuba, e já perdi as contas de quantas vezes pude testemunhar que os melhores e maiores projetos não são feitos por um só par de mãos e nem são exclusividades de uma única mente.
O turismo nunca foi, nem nunca será sobre mim ou sobre você. O “nós” tem uma força espetacular nas decisões, nas estratégias e nos resultados. O “nós” muda tudo. Existe um provérbio africano que afirma que “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. No caso do turismo e da indústria da hospitalidade, eu diria que é preciso ter entidades representativas para que o hoteleiro tenha voz. Como hoteleiro e como empreendedor, sei bem como é depender de políticas públicas para resolver um monte de coisa. E sei muito bem também do peso diferente que a gente ganha à mesa quando faz parte de uma associação.
Pandemia e associativismo: o melhor exemplo de um dos piores momentos para o turismo

Vivenciamos isso de perto durante a pandemia. Naquela época, marcada pela reabertura gradual da hotelaria, protocolos e uma infinidade de outros desafios diários, a ABIH-SP foi protagonista dentro do estado de São Paulo – e muitas de suas ações tiveram impacto nacional.
Em momentos turbulentos como esse, que pegam todo mundo de surpresa e viram a vida como a gente conhece de cabeça para baixo, é importante ter o respaldo de “alguém” que conheça as dores e as demandas da categoria. No caso do associativismo, essa não é uma figura solitária. Há vários alguéns dispostos a lutar e a defender o empreendedor, porque disso depende a sobrevivência de praticamente todo um setor.
O associativismo também contribui demais com uma série de outras questões: cobrança de concessionárias de energia elétrica, abastecimento de água, articulação com prefeituras e órgãos como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Esse trabalho, apesar de muitas vezes passar longe dos holofotes, é fantástico. Abre o diálogo, ajuda a trazer inovações, resolve velhos problemas, dá um gás novo a processos que tendem a ser lentos. Por estar há 20 anos à frente do Hotel Pousada Vivendas Sol e Mar, fica difícil até de colocar em palavras o quanto tudo isso faz diferença.
Entusiasta, eu?

Atualmente, participo de três associações: ABIH-SP, entidade em que estou como vice-presidente; Associação Comercial de Caraguá, da qual fui diretor até dezembro de 2025; e faço parte da diretoria da Associação de Hotéis e Pousadas de Caraguatatuba.
Digo com todas as letras: sou um entusiasta do associativismo. Ele é a nossa ponte com o governo (em cada uma de suas esferas) e permite que lutemos pelo bem comum, fortalecendo ainda mais os negócios. Esse cenário de solidez favorece a geração de empregos e faz a economia girar não só nas nossas cidades e na nossa “bolha”, mas no estado e no país como um todo.
Meu recado para você que está lendo agora é um só: associe-se. Não importa a qual entidade seja, associe-se. Participe, opine, compartilhe suas necessidades e dificuldades. Dê uma chance para que as associações colaborem. Eu tenho tantos cases de ações positivas vindas desse agir coletivo.
Existe alguma comunidade/entidade por aí só esperando você chegar, acredite em mim. Fico aqui na torcida para que a gente se esbarre em algum momento. Você talvez nem seja de Caraguatatuba, mas a sua contribuição será sentida aqui e em cada canto do Brasil. Cada voz conta. E hoje, graças a Deus, somos um coro enorme.










