Gerir um hotel envolve passar boa parte do tempo debruçado sobre planilhas tentando responder à pergunta do século: como reduzir custos na hotelaria sem abrir mão daquele encanto que faz o hóspede se sentir em casa? Entre o custo da energia que sobe e o preço dos insumos que flutua, o hoteleiro médio – especialmente aquele que não faz parte de uma rede gigantesca – costuma se sentir um peixe pequeno em um oceano de tubarões.
Ele quer bons produtos, mas não tem volume. Precisa de prazo, mas enfrenta exigências de pagamento à vista. Está fora dos grandes centros e, por isso, se vê obrigado a desembolsar mais pela logística. O resultado? Muitos fornecedores consideram caro e burocrático demais atendê-lo, o que acaba gerando orçamentos desinteressantes e contratos pouco vantajosos.
O cenário começa a mudar quando a tecnologia entra em cena para organizar essa demanda e provar que a união faz mais do que a força: ela faz o lucro. Hoje, por meio das compras colaborativas, o hoteleiro sai do “isolamento” e tem suas necessidades de compras somadas às de centenas de outros meios de hospedagem. Com o ganho de escala vem um peso de negociação que dificilmente ele conseguiria obter sozinho. E é assim que até o pequeno hotel se transforma em um ímã para os melhores e maiores fornecedores do país.
O fim do hotel “invisível” e o poder da escala

A lógica por trás das compras colaborativas é tão antiga quanto eficiente, mas sua aplicação tecnológica na hotelaria brasileira é o que realmente está trazendo fôlego para o caixa das empresas. A ideia é simples: em vez de um único hotel tentar negociar dez colchões por conta própria, 100 hotéis se unem para negociar mil. É o fim do “cada um por si”.
A iniciativa é tão positiva que já faz parte do dia a dia da representante máster dos hotéis no Brasil, a ABIH Nacional. Por meio da Solution4Hotel (S4H) os empreendimentos associados à entidade compartilham suas solicitações de compras e participam de um leilão reverso eletrônico, no qual fornecedores pré-qualificados dão lances para arrematar a demanda consolidada. Ganha quem oferece o menor preço, o que pode gerar economias impressionantes de até 21% em itens básicos, como enxovais. Ou seja, o que antes era um pedido irrisório passa a ser um lote valioso, disputado em tempo real.
Durante uma entrevista exclusiva ao Portal do Hoteleiro (assista na íntegra), Marcos Vilas Boas, CEO da S4H e presidente da ABIH-SP, reiterou que uma das premissas é facilitar a decisão de compra, algo que se torna viável ao permitir comparações entre diferentes produtos. E as vantagens não param por aí. “O preço é CIF [sigla para Cost, Insurance and Freight, que significa que o valor já inclui o frete e o seguro], faturado em pelo menos 30, 60 e 90 dias e [o que consta na plataforma] é o preço final, sendo o mesmo para todo mundo”, disse.
O intuito é auxiliar os meios de hospedagem a obterem o melhor preço possível, seja qual for sua necessidade. Porém, cabe ressaltar um ponto: a entrega para destinos que apresentam algum grau de dificuldade logística pode encarecer um pouco o processo, o que explica por que há fornecedores que trabalham com uma tabela de preços para as regiões Norte e Nordeste e outra para Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Por que investir em maquinário é o segredo de como reduzir custos na hotelaria
A economia gerada na aquisição de itens como ar-condicionado, TVs e enxovais abre espaço no orçamento para atacar outro gargalo financeiro: a operação de lavanderia. Só a mão de obra representa mais de 44% dos custos da área, o que justifica investir em tecnologia para otimizar processos – e um dos caminhos para isso é contar com maquinário de padrão mundial, sobretudo se a ideia for não terceirizar esse serviço. Como pontua Anselmo Santana, diretor comercial da TOLON Global no Brasil, “qualquer segundo que você ganhe na operação é uma redução significativa no seu custo”.
Líder na indústria de lavanderia há 89 anos, a TOLON é uma empresa turca que fabrica e comercializa equipamentos que adotam o conceito “plug & use”, simplificando e automatizando ciclos que antes dependiam de supervisão constante. Ao deixar a tecnologia assumir a complexidade do processo, a figura do lavandeiro tradicional passa a ser substituída pela do operador de máquina, tornando o trabalho menos braçal, menos sujeito a erros e, de quebra, menos exaustivo.
A utilização de equipamentos modernos e intuitivos tem tudo a ver com como reduzir custos na hotelaria. No caso do maquinário fabricado pela TOLON, sua tecnologia foi especificamente projetada para entregar desempenho elevado e consumir o mínimo possível de energia elétrica, água e insumos. Além do reflexo na conta no fim do mês, o controle rigoroso e a diminuição de produtos químicos evitam o desgaste excessivo das fibras têxteis, aumentando o tempo de vida útil de toalhas e lençóis, por exemplo.
Terceirizar ou não: qual é o melhor caminho para o seu hotel?

Para os hotéis que tiverem interesse em adquirir o maquinário da TOLON e internalizar o serviço de lavanderia, cabe ressaltar que a empresa fechou uma parceria com a Sill do Brasil, distribuidora que é referência nacional no segmento de limpeza e lavanderia. A escolha não foi em vão: a Sill possui expertise suficiente para oferecer um pós-venda estruturado, com técnicos capacitados, estoque local de peças e três anos de garantia.
Embora seja necessário contar com um espaço físico considerável para acomodar os equipamentos, optar pela verticalização do serviço tende a trazer agilidade ao processo de lavagem, menor dependência de estoques de segurança para cobrir atrasos de fornecedores, diminuir o número de peças perdidas (já que transporte e manuseio externos deixam de existir) e a possibilidade de customizar a operação. Vale a reflexão, né?
Dada a distribuição exclusiva acordada com a Sill, o maquinário da TOLON não pode ser encontrado em plataformas de compras colaborativas. No entanto, a julgar pela dimensão da demanda hoteleira em um país como o Brasil, seria um chamariz e tanto incluir esses equipamentos no catálogo da Solution4Hotel.
Por ora, a S4H disponibiliza quase 300 itens em uma seção totalmente dedicada a artigos de higiene e limpeza. A relação contempla desde detergentes profissionais e amaciantes de alto desempenho até acessórios de higienização, permitindo que o gestor centralize o suprimento de toda a sua cadeia operacional em um único ecossistema de compras.
Lavanderia como pilar estratégico

Em um meio de hospedagem, não dá para dizer que uma área seja mais importante que a outra: cada uma delas ajuda a compor o tipo de experiência que o hóspede encontrará ao longo de sua estada. Ainda assim, a lavanderia exige um olhar mais atento, visto que a maneira como a sua operação é conduzida diz muito sobre o padrão de qualidade do empreendimento como um todo.
Diante da relevância do tema, o Portal do Hoteleiro dedicou um episódio inteiro de seu videocast para conversar com Anselmo Santana, da TOLON, e João Ebert, CEO da Sill do Brasil. Assista agora mesmo!
Se você leu este texto até aqui, gostaríamos de saber a sua opinião: você acredita que o uso de plataformas de compras colaborativas, como a Solution4Hotel, descomplica a vida do hoteleiro? Você é a favor ou contra a terceirização da lavanderia? Tem alguma opinião formada sobre o uso de tecnologia de ponta para a higienização de peças de cama, mesa e banho? Deixe um comentário!









