quinta-feira, 12 fevereiro,2026
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Do hotel “invisível” ao poder de escala: a estratégia definitiva de como reduzir custos na hotelaria

Gerir um hotel envolve passar boa parte do tempo debruçado sobre planilhas tentando responder à pergunta do século: como reduzir custos na hotelaria sem abrir mão daquele encanto que faz o hóspede se sentir em casa? Entre o custo da energia que sobe e o preço dos insumos que flutua, o hoteleiro médio – especialmente aquele que não faz parte de uma rede gigantesca – costuma se sentir um peixe pequeno em um oceano de tubarões.

Ele quer bons produtos, mas não tem volume. Precisa de prazo, mas enfrenta exigências de pagamento à vista. Está fora dos grandes centros e, por isso, se vê obrigado a desembolsar mais pela logística. O resultado? Muitos fornecedores consideram caro e burocrático demais atendê-lo, o que acaba gerando orçamentos desinteressantes e contratos pouco vantajosos.

O cenário começa a mudar quando a tecnologia entra em cena para organizar essa demanda e provar que a união faz mais do que a força: ela faz o lucro. Hoje, por meio das compras colaborativas, o hoteleiro sai do “isolamento” e tem suas necessidades de compras somadas às de centenas de outros meios de hospedagem. Com o ganho de escala vem um peso de negociação que dificilmente ele conseguiria obter sozinho. E é assim que até o pequeno hotel se transforma em um ímã para os melhores e maiores fornecedores do país.

O fim do hotel “invisível” e o poder da escala

Registro da gravação do videocast do Portal do Hoteleiro sobre compras colaborativas. Quatro especialistas debatem as vantagens da plataforma Solution4Hotel em um estúdio profissional. No centro, uma tela exibe conteúdos sobre estratégias de negociação e compras na hotelaria.
Episódio do videocast do Portal do Hoteleiro ressaltou como as compras colaborativas favorecem o hoteleiro que não faz parte de nenhuma rede e que está localizado fora da região central do país, o que dificulta a logística | Crédito: Reprodução

A lógica por trás das compras colaborativas é tão antiga quanto eficiente, mas sua aplicação tecnológica na hotelaria brasileira é o que realmente está trazendo fôlego para o caixa das empresas. A ideia é simples: em vez de um único hotel tentar negociar dez colchões por conta própria, 100 hotéis se unem para negociar mil. É o fim do “cada um por si”.

A iniciativa é tão positiva que já faz parte do dia a dia da representante máster dos hotéis no Brasil, a ABIH Nacional. Por meio da Solution4Hotel (S4H) os empreendimentos associados à entidade compartilham suas solicitações de compras e participam de um leilão reverso eletrônico, no qual fornecedores pré-qualificados dão lances para arrematar a demanda consolidada. Ganha quem oferece o menor preço, o que pode gerar economias impressionantes de até 21% em itens básicos, como enxovais. Ou seja, o que antes era um pedido irrisório passa a ser um lote valioso, disputado em tempo real.

Durante uma entrevista exclusiva ao Portal do Hoteleiro (assista na íntegra), Marcos Vilas Boas, CEO da S4H e presidente da ABIH-SP, reiterou que uma das premissas é facilitar a decisão de compra, algo que se torna viável ao permitir comparações entre diferentes produtos. E as vantagens não param por aí. “O preço é CIF [sigla para Cost, Insurance and Freight, que significa que o valor já inclui o frete e o seguro], faturado em pelo menos 30, 60 e 90 dias e [o que consta na plataforma] é o preço final, sendo o mesmo para todo mundo”, disse.

O intuito é auxiliar os meios de hospedagem a obterem o melhor preço possível, seja qual for sua necessidade. Porém, cabe ressaltar um ponto: a entrega para destinos que apresentam algum grau de dificuldade logística pode encarecer um pouco o processo, o que explica por que há fornecedores que trabalham com uma tabela de preços para as regiões Norte e Nordeste e outra para Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Por que investir em maquinário é o segredo de como reduzir custos na hotelaria

A economia gerada na aquisição de itens como ar-condicionado, TVs e enxovais abre espaço no orçamento para atacar outro gargalo financeiro: a operação de lavanderia. Só a mão de obra representa mais de 44% dos custos da área, o que justifica investir em tecnologia para otimizar processos – e um dos caminhos para isso é contar com maquinário de padrão mundial, sobretudo se a ideia for não terceirizar esse serviço. Como pontua Anselmo Santana, diretor comercial da TOLON Global no Brasil, “qualquer segundo que você ganhe na operação é uma redução significativa no seu custo”.

Líder na indústria de lavanderia há 89 anos, a TOLON é uma empresa turca que fabrica e comercializa equipamentos que adotam o conceito “plug & use”, simplificando e automatizando ciclos que antes dependiam de supervisão constante. Ao deixar a tecnologia assumir a complexidade do processo, a figura do lavandeiro tradicional passa a ser substituída pela do operador de máquina, tornando o trabalho menos braçal, menos sujeito a erros e, de quebra, menos exaustivo.

A utilização de equipamentos modernos e intuitivos tem tudo a ver com como reduzir custos na hotelaria. No caso do maquinário fabricado pela TOLON, sua tecnologia foi especificamente projetada para entregar desempenho elevado e consumir o mínimo possível de energia elétrica, água e insumos. Além do reflexo na conta no fim do mês, o controle rigoroso e a diminuição de produtos químicos evitam o desgaste excessivo das fibras têxteis, aumentando o tempo de vida útil de toalhas e lençóis, por exemplo.

Terceirizar ou não: qual é o melhor caminho para o seu hotel?

Close das mãos de uma camareira segurando uma pilha de toalhas brancas de banho perfeitamente dobradas e limpas. Ela veste um uniforme cinza e está em um quarto de hotel. As toalhas macias e bem cuidadas simbolizam que uma gestão inteligente do enxoval é uma das maneiras de como reduzir custos na hotelaria, prolongando a vida útil das peças e garantindo agilidade no serviço de governança.
Adaptar a estrutura do hotel para internalizar o serviço de lavanderia requer gastos com maquinário, mas, no longo prazo, prolonga a vida útil do enxoval, agiliza o processo de lavagem e diminui o consumo de água e energia | Crédito: Freepik

Para os hotéis que tiverem interesse em adquirir o maquinário da TOLON e internalizar o serviço de lavanderia, cabe ressaltar que a empresa fechou uma parceria com a Sill do Brasil, distribuidora que é referência nacional no segmento de limpeza e lavanderia. A escolha não foi em vão: a Sill possui expertise suficiente para oferecer um pós-venda estruturado, com técnicos capacitados, estoque local de peças e três anos de garantia.

Embora seja necessário contar com um espaço físico considerável para acomodar os equipamentos, optar pela verticalização do serviço tende a trazer agilidade ao processo de lavagem, menor dependência de estoques de segurança para cobrir atrasos de fornecedores, diminuir o número de peças perdidas (já que transporte e manuseio externos deixam de existir) e a possibilidade de customizar a operação. Vale a reflexão, né?

Dada a distribuição exclusiva acordada com a Sill, o maquinário da TOLON não pode ser encontrado em plataformas de compras colaborativas. No entanto, a julgar pela dimensão da demanda hoteleira em um país como o Brasil, seria um chamariz e tanto incluir esses equipamentos no catálogo da Solution4Hotel.

Por ora, a S4H disponibiliza quase 300 itens em uma seção totalmente dedicada a artigos de higiene e limpeza. A relação contempla desde detergentes profissionais e amaciantes de alto desempenho até acessórios de higienização, permitindo que o gestor centralize o suprimento de toda a sua cadeia operacional em um único ecossistema de compras.

Lavanderia como pilar estratégico

Três homens em trajes formais participam de uma entrevista em um estúdio de videocast. À direita, Luiz Henrique Miranda (Portal do Hoteleiro) conduz a conversa com Anselmo Santana (TOLON) e João Ebert (Sill do Brasil), sentados à esquerda. Eles estão ao redor de uma mesa de vidro com microfones profissionais. No canto superior, aparecem os logotipos da ABIH-SP e do Portal do Hoteleiro. A imagem ilustra um debate sobre inovação tecnológica na lavanderia hoteleira.
Luiz Henrique Miranda (à direita), do Portal do Hoteleiro, entrevista Anselmo Santana (TOLON) e João Ebert (Sill do Brasil), a fim de entender como a tecnologia está redefinindo a lavanderia hoteleira | Crédito: Reprodução

Em um meio de hospedagem, não dá para dizer que uma área seja mais importante que a outra: cada uma delas ajuda a compor o tipo de experiência que o hóspede encontrará ao longo de sua estada. Ainda assim, a lavanderia exige um olhar mais atento, visto que a maneira como a sua operação é conduzida diz muito sobre o padrão de qualidade do empreendimento como um todo.

Diante da relevância do tema, o Portal do Hoteleiro dedicou um episódio inteiro de seu videocast para conversar com Anselmo Santana, da TOLON, e João Ebert, CEO da Sill do Brasil. Assista agora mesmo!

Se você leu este texto até aqui, gostaríamos de saber a sua opinião: você acredita que o uso de plataformas de compras colaborativas, como a Solution4Hotel, descomplica a vida do hoteleiro? Você é a favor ou contra a terceirização da lavanderia? Tem alguma opinião formada sobre o uso de tecnologia de ponta para a higienização de peças de cama, mesa e banho? Deixe um comentário!

Bruna Dinardi
Author: Bruna Dinardi