Quarenta anos atrás, o Brasil testemunhou o nascimento da Phytoervas, uma empresa de cosméticos pioneira e cruelty-free, defensora da cosmética integral e da fitoterapia capilar, que logo ganhou notoriedade por fabricar shampoos sem sal, sulfatos, parabenos e corantes. O tempo passou, o portfólio se expandiu e a marca se consolidou como uma das principais fornecedoras de amenities para hotéis, tornando-se símbolo de produtos orgânicos, qualidade e bem-estar.
Se, atualmente, o mundo se curva perante ações que estimulam a sustentabilidade, a Phytoervas desponta como uma empresa que sempre carregou essa preocupação — tanto a formulação dos produtos quanto as embalagens utilizadas são cases no mercado, especialmente porque diminuem o impacto na natureza, atendem às novas exigências do consumidor e, de quebra, contribuem para a redução de custos.
Não se engane: os amenities para hotéis não são uma mera formalidade e estão longe de passarem despercebidos. Eles ajudam a construir a percepção que o público tem de um empreendimento — cabe ressaltar que a Phytoervas é uma marca já conhecida e respeitada no varejo — e são capazes de influenciar até mesmo na recorrência da hospedagem, adicionando pontos importantes quanto à satisfação com a estada.
Essa visão estratégica, que une viabilidade operacional à entrega de valor, foi o ponto central da conversa com Eduardo Lisboa, diretor comercial da Guest Solution Brasil, companhia que é parceira oficial da Phytoervas, atua como uma “divisão” da empresa e é a responsável pelo atendimento à hotelaria.
Como a Phytoervas se tornou referência em amenities para hotéis

Considerando que a reciclagem de plástico PET é praticamente uma vocação do Brasil, sendo significativamente maior do que nos Estados Unidos, e que os amenities “convencionais”, fracionados em frascos de uso único, geram um volume massivo de descarte diário, faz sentido que o uso consciente do plástico seja uma das grandes bandeiras em torno da preservação ambiental.
Quando se fala em sustentabilidade na hotelaria, então, o debate se torna ainda mais evidente. Uma das iniciativas mais recentes é o manual de boas práticas lançado pela ABIH-SP e patrocinado pela Phytoervas, que chama a atenção para o descarte de resíduos no setor e estipula a meta de eliminar o plástico único dos meios de hospedagem associados à entidade até 2027. Para quem quiser conferir o material, ele está disponível gratuitamente e na íntegra na área restrita para assinantes do Portal do Hoteleiro.
No segmento de amenities para hotéis, esse movimento vem amadurecendo cada vez mais. Gigantes como Accor, Atlantica e Hilton já substituíram as embalagens individuais de sabonetes, shampoos, condicionadores e hidratantes por dispensers, o que traz uma economia financeira real para o negócio, além de possibilitar a entrega de um produto de performance superior. No caso da Phytoervas, esse “upgrade” ocorre devido à combinação de três fatores: diretrizes de fabricação, formulação do produto e embalagem.
1. Manuseio, embalagem & controle de desperdício
A transição dos frascos e embalagens individuais para os sistemas de dispensers tem sido o pilar central da era “plastic-free”. Entretanto, existe uma prática comum, mas irregular, que coloca esse cenário em risco: a manipulação de produtos, com o preenchimento manual de recipientes — a clássica bombona de cinco litros abastecendo recipientes menores. Essa conduta é terminantemente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido aos riscos de contaminação.
A Phytoervas resolveu esse impasse envolvendo os amenities para hotéis com a disponibilização de refis de 500 ml lacrados, que possuem a mesma volumetria do dispenser. Isto é, quando o shampoo do dispenser que está na parede acaba, o funcionário do hotel só precisa retirar o frasco vazio do suporte e fazer a troca por um novo frasco. Isso garante que a responsabilidade técnica permaneça com o fabricante e que o hóspede utilize um produto sempre íntegro, sem os perigos de oxidação ou comprometimento da fórmula.
Além disso, existe o ganho financeiro. Ao abandonar os potinhos individuais de 30 ml, o hotel elimina o descarte de produto residual — aquele resto de shampoo ou sabonete que o hóspede deixa para trás e que vai direto para o lixo. Com o refil de 500 ml, o quadro muda: há menos desperdício e o consumo ganha mais previsibilidade.
2. Incentivo à reciclagem
Outro ponto diz respeito à escolha do PET como material principal para os dispensers e os próprios refis da Phytoervas. Pode parecer contraditório optar por um plástico justamente quando o intuito é impulsionar a sustentabilidade na hotelaria, mas a decisão não foi à toa.
O PET é um tipo de plástico altamente reciclado no Brasil — em 2024, o índice chegou a 53% das embalagens descartadas, representando 410 mil toneladas — e pode ser reaproveitado em novos frascos e na fabricação de placas e roupas, fortalecendo a chamada economia circular. Ou seja, mais do que ser reciclável apenas na teoria, o PET conta com uma logística reversa já relativamente madura no país, o que permite que o seu ciclo de vida não termine no momento do descarte.
“O PET, hoje, é a matéria-prima vocacional da indústria brasileira. […] Toda vez que você utiliza um produto que tem uma alta demanda no mercado industrial, que é o caso do PET reciclado, você acaba tendo um produto com valor agregado. […] Deixa de ser resíduo […] e passa a ser matéria para novas fontes e conversões. […] Tem alta durabilidade e pode ser reciclado várias vezes”, salientou o diretor da Guest Solution Brasil.
3. Formulação dos produtos: foco em segurança e redução do impacto ambiental
Complementando o cuidado com a embalagem, a Phytoervas também se compromete a entregar excelência na composição dos amenities. Por ser adepta do conceito “cosmética integral”, que prioriza nutrientes extraídos da natureza, a empresa desenvolveu produtos para cabelo, por exemplo, que têm uma característica em comum: além da ausência de sal, todos são livres de sulfatos, parabenos e corantes. O objetivo é simples: minimizar danos ao meio ambiente, sobretudo no que diz respeito ao escoamento dessas substâncias pelo ralo, e prezar pela saúde e segurança do cliente durante o uso.
“A gente sempre tenta trabalhar com um produto que seja biodegradável, […] usar matérias-primas que sejam compatíveis e sejam de ponta na questão da formulação. […] Produtos livres de parabenos, com massa vegetal, em vez de massa animal, na fabricação do sabonete. Tem vários pontos das matérias-primas que precisam de uma atenção especial na hora de escolher seu produto cosmético”, explicou Eduardo Lisboa.
Fora a seleção criteriosa dos componentes, o uso de tecnologia é o que torna os produtos da Phytoervas na hotelaria tão diferenciados. Isso porque as formulações exclusivas da marca — como o PhytoComplex, que reúne ativos do linho, do trigo e da quinoa para nutrir e restaurar os fios e é sempre citado nos canais oficiais da companhia — asseguram uma experiência positiva com a marca, despontando como boas opções de tratamentos capilares e para a pele.
“Alinhamos tecnologia e sustentabilidade e entregamos tudo isso para o segmento hoteleiro, buscando principalmente a fidelização dos hóspedes. Eles vão chegar num hotel e encontrar um produto de qualidade, e isso leva […] à volta desse cliente para o meio de hospedagem. Temos tido muito sucesso nessa jornada, inclusive por meio da Booking, Expedia, TripAdvisor […] A gente vê muita referência ao nosso produto, à nossa marca, [vinda] dos próprios hóspedes”, celebrou.
Por que a escolha dos amenities valoriza o hotel?

Uma das estratégias adotadas pela Phytoervas para sustentar a força da marca e mantê-la em evidência é o investimento contínuo em marketing institucional. Em 2023, a empresa inaugurou um spa na orla da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), uma estrutura que visa oferecer aos visitantes uma experiência positiva, com massagem e soft drinks, e que também é utilizada por parceiros — a exemplo do credenciamento para o Baile da Vogue. Ao mesmo tempo, a empresa é patrocinadora de eventos de prestígio, como Stock Car e Rio Open.
Para o meio de hospedagem, disponibilizar no apartamento um produto amplamente reconhecido no varejo, que vem associado a eventos conhecidos Brasil afora, traz um benefício instantâneo: o empreendimento absorve diretamente o valor percebido. O custo com amenities se transforma em ativo de marketing, fortalecendo o posicionamento do hotel e diferenciando-o da concorrência.
A conversa com Eduardo Lisboa rendeu ainda outros insights valiosos sobre a evolução do mercado de amenities, experiência do hóspede e o futuro da sustentabilidade na hotelaria. Para conferir a entrevista na íntegra, assista ao vídeo completo no canal do Portal do Hoteleiro no YouTube. Depois não se esqueça de deixar um comentário por aqui compartilhando o que você pensa sobre tudo isso!







