*Artigo assinado por Toni Sando, presidente da Unedestinos e presidente-executivo do Visite São Paulo Convention Bureau, entidade que está por trás do lançamento da marca Made in SP*
O turismo é, por essência, uma engrenagem coletiva, que só funciona plenamente quando cada parte entende seu papel e atua de forma integrada.
Hotéis, prefeituras, entidades de promoção, espaços de eventos, comércio e atrativos turísticos formam um ecossistema que precisa estar alinhado para que um destino avance, se consolide e gere resultados sustentáveis.
Nesse contexto, o papel dos meios de hospedagem vai muito além de oferecer leitos: eles são protagonistas na construção da imagem, da reputação e da competitividade dos destinos.
O hotel é, muitas vezes, o primeiro e o último contato do visitante com a cidade.

É ali que se forma a percepção sobre o destino, que se consolida a experiência e que nasce o desejo de retorno ou de recomendação. Mas essa relação não se encerra na hospedagem. Ela se estende à forma como o hotel se conecta com sua região, apoia ações promocionais e participa ativamente da construção do posicionamento turístico local.
É nesse cenário em que o room tax se revela um instrumento estratégico. Longe de ser apenas uma contribuição, trata-se de um investimento coletivo, adotado nos principais destinos turísticos do mundo e que, no caso do Brasil, reflete um movimento da iniciativa privada, permitindo estruturar ações de promoção, fortalecer a imagem do destino, apoiar a captação de eventos e ampliar a presença nos mercados emissores. O retorno é direto, com mais visitantes, maior taxa de ocupação, aumento do tempo de permanência e fortalecimento da economia local.
Quando um hotel participa desse processo ele investe no próprio negócio. Ao fortalecer o destino, amplia-se o fluxo turístico, gera-se mais visibilidade e cria-se um ambiente favorável ao crescimento sustentável.
É uma lógica simples, porém extremamente eficaz, baseada na cooperação e na visão de longo prazo.
Essa mesma lógica está presente em iniciativas como o Prêmio Top Destinos Turísticos, que vem se consolidando como uma importante vitrine do turismo paulista. Ao reconhecer municípios em diferentes segmentos, como turismo cultural, gastronômico, de negócios, de natureza, religioso ou de bem-estar, o prêmio estimula as cidades a se organizarem, qualificarem seus produtos e valorizarem seus diferenciais competitivos.
Mais do que uma premiação, o Top Destinos promove uma cultura de excelência, incentiva boas práticas e amplia a visibilidade dos municípios paulistas. Ele evidencia que o turismo não acontece por acaso; ele é o resultado de planejamento, governança, investimento e, sobretudo, cooperação entre o poder público e a iniciativa privada.
Sendo assim, o papel dos hotéis é determinante. São eles que sentem, no dia a dia, os impactos positivos de um destino bem promovido. São eles que recebem os visitantes atraídos por campanhas, eventos e ações institucionais. E são eles que se beneficiam diretamente quando a cidade ganha visibilidade, reputação e competitividade.

A esse movimento soma-se agora um elemento ainda mais estratégico, que é a marca Made in SP.
Ao valorizar produtos, serviços e experiências produzidas no estado de São Paulo, a marca fortalece a percepção de qualidade, excelência e confiança associada ao destino. Quando um visitante escolhe São Paulo ele passa a reconhecer não apenas um lugar, mas um selo de credibilidade, inovação e profissionalismo.
A presença da marca Made in SP em produtos, serviços e iniciativas turísticas reforça o posicionamento do estado como um dos mais completos e preparados do país. Para os hotéis, essa valorização representa um diferencial competitivo importante, que contribui para a construção de uma narrativa positiva, alinhada às melhores práticas internacionais de promoção de destinos.
Prefeituras, entidades de turismo, empresários e gestores públicos têm, portanto, um papel complementar nesse processo. Ao apoiarem ações como o Top Destinos Turísticos, ao fortalecerem a contribuição do room tax e ao adotarem iniciativas que valorizem a identidade local, ajudam a construir destinos mais estruturados, atrativos e sustentáveis.
O turismo contemporâneo exige visão estratégica, cooperação e continuidade.
Não se trata apenas de atrair visitantes, mas de construir reputação, gerar valor para a comunidade e criar experiências que façam o turista querer voltar.
Quando hotéis, poder público e entidades caminham juntos, os resultados aparecem. O destino cresce, o visitante ganha e toda a cadeia se fortalece.
É assim que se constrói um turismo sólido, competitivo e preparado para o futuro, com identidade, qualidade e orgulho de ser Made in São Paulo.









