É do designer gráfico americano Aaron Burns uma frase que há muitos anos roda o mundo: “você nunca terá uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão”. Embora ela se adéque a diversos setores, na hotelaria, especificamente, essa máxima cai como uma luva. Afinal, antes mesmo de cruzar as portas da recepção – e geralmente sem sequer se dar conta disso – o hóspede já criou uma opinião sobre o empreendimento só de olhar para ele do lado de fora. Por isso, acredite: o retrofit de fachada em hotéis faz, sim, toda a diferença.
Vamos considerar que a parte externa do hotel é como um “rosto”. Se a “pele” do edifício está cansada e apresentando marcas do tempo, como rejuntes aparentes, vidros opacos, pintura descascando e revestimentos lascados ou parcialmente ausentes, a percepção de valor cai instantaneamente. Essa reação é natural, é claro, mas perfeitamente evitável – e reverter isso é muito mais barato do que se imagina.
Estética e conservação predial sem bagunça de obra? Sim, é possível!

A grande sacada é entender que dá para renovar o visual sem ter que recorrer àquelas obras grandiosas, que fazem poeira, barulho e deixam tudo meio caótico para a operação. O legal do retrofit é que ele pode funcionar como uma reforma rápida para hotéis, focando em intervenções que, apesar de parecerem pequenas à primeira vista, devolvem o “vigor” ao estabelecimento e não atrapalham a experiência de ninguém.
Se você não sabe por onde começar, priorizar limpezas técnicas profundas, que utilizam hidrojateamento controlado (ou seja, água em alta pressão), costuma ser uma ótima aposta, já que elas devolvem a cor original dos materiais e removem toda a sujeira incrustrada ao longo dos anos sem agredir o revestimento. Como não há uso de produtos químicos, essa opção também acaba sendo interessante por ser ecologicamente correta.
Outras iniciativas simples, mas que fazem um bem danado à valorização do patrimônio, incluem substituir pastilhas soltas ou cerâmicas danificadas por peças idênticas (evitando deixar “machucados” à mostra nas paredes e na estrutura), investir em vedações novas nas janelas (eliminando assobios causados pelo vento e infiltrações), renovar a pintura e revisar a iluminação externa, aderindo ao LED sempre que possível.
O LED é o queridinho dos projetos de iluminação por uma série de motivos. Entre os principais, podemos destacar o fato de que os feixes de luz LED são mais direcionados e ajudam a preservar as cores reais da fachada, adicionando um charme todo especial à arquitetura do hotel à noite. Essa decisão ainda contribui para a redução da conta de energia elétrica, mas vamos explicar melhor esse ponto a seguir.
Como o retrofit de fachada em hotéis pode te fazer economizar: dicas práticas
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LED: o salvador da pátria em termos de iluminação

O retrofit de fachada em hotéis não faz bem só para os olhos e para a satisfação do hóspede: seu impacto também é sentido positivamente no fluxo de caixa. Opa, agora o assunto ficou interessante de verdade, né?
O uso do LED, que mencionamos há pouco, é um dos exemplos mais clássicos de economia: oferece a mesma luminosidade de uma lâmpada convencional, mas consome menos energia e praticamente não esquenta. Para se ter uma ideia, as lâmpadas halógenas e incandescentes desperdiçam cerca de 90% de energia apenas gerando calor.
Fora isso, o LED de qualidade também dura muito mais – algo em torno de 25 mil a 50 mil horas, conforme divulgado pela Phillips e por outros fabricantes –, o que significa menos trocas e uma necessidade menor de ter a equipe de manutenção pendurada em escadas. Porém, preste atenção nesse detalhe: a “vida útil” do LED não tem muito a ver com o momento em que ele “queima”, mas, sim, com o momento em que passa a operar com apenas 70% da sua capacidade. Sabia disso?
De acordo com a cartilha desenvolvida pelo Governo Federal, as lâmpadas LED “podem durar, dependendo do modelo, pelo menos 25 vezes mais do que as lâmpadas incandescentes e quatro vezes mais do que as fluorescentes compactas”. Além disso, “geram menor risco para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente, pois não contêm mercúrio em sua constituição, como é o caso das fluorescentes compactas”.
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Deixe a umidade, os raios UV e os ruídos do lado de fora

Vai mais uma dica aí de como zelar pela estética e conservação predial e ainda se ver com um dinheirinho extra ao final de cada mês? Então pense nas marquises (aquelas coberturas projetadas para “fora” do hotel, que protegem da chuva e quebram um galho e tanto enquanto aguardamos pelo manobrista ou pelo transfer) e nos canteiros de plantas nas sacadas. Uma boa impermeabilização nessas áreas mantém as infiltrações longe, preservando o papel de parede e até o mobiliário das acomodações. Isso para não falar do mofo e dos perigos à saúde, que rendem reclamações pesadas por parte dos hóspedes.
Outra ação que traz resultados expressivos envolve trocar os vidros comuns por versões espelhadas, que barram boa parte dos raios solares e, portanto, servem como uma proteção térmica, evitando que os ambientes fiquem quentes demais. A parte boa é que em alguns casos nem é preciso fazer uma substituição completa: dá para aplicar uma película que simula esse mesmo efeito. Essa regulação natural da temperatura diminui a dependência do ar-condicionado e gera uma economia em cascata em todo o sistema de climatização.
E tem mais um detalhe que nem sempre é levado em consideração: os hotéis podem aderir não só ao vidro com proteção solar (espelhado), mas também à versão laminada, que proporciona um isolamento acústico mais eficiente e filtra até 99% dos raios ultravioletas. Com menos luz entrando diretamente nos cômodos, cortinas, tapetes, móveis e até o piso ficam menos sujeitos ao desbotamento, o que prolonga sua boa aparência. Olha a valorização do patrimônio aí!
Manutenção = ferramenta de vendas
A gente sempre fala por aqui sobre o quanto o trabalho de manutenção é essencial. Na verdade, esse é um trabalho cheio de minúcias, que requer olhar para o micro e para o macro com o mesmo nível de atenção. Quando a estrutura física dá algum indício de que algo não vai bem, não espere que o problema se agrave para resolver tudo de uma vez. Dificilmente essa é a melhor opção, porque esses são detalhes que o hóspede sente no conforto, no dia a dia.
Olhe com carinho para a estética e a conservação predial. Nada disso é supérfluo. Dar um “banho de loja” nas áreas comuns e em tudo aquilo que é visível é o que permite sustentar o valor da diária média e o que assegura que o empreendimento continue atraente (literalmente!) para o mercado.
Você é a favor do retrofit de fachada em hotéis? O que é valorização do patrimônio para você? Você acredita no poder das reformas rápidas ou é do time que prefere investir em grandes obras? Compartilhe a sua opinião com a gente na seção de comentários!









