Marketing hoteleiro e Vendas: o que falta por aí para performar de verdade?

Trabalhar com marketing hoteleiro não é tarefa das mais simples: envolve construção de identidade de marca, posicionamento claro e leitura constante de mercado — fora a necessidade de assegurar que a comunicação está sendo direcionada ao público certo e que a definição do público-alvo também está correta, vale dizer. Vendas não fica atrás, sendo a principal responsável pela tríade prospecção-negociação-conversão, fundamental para garantir a rentabilidade, a competitividade e a sustentabilidade do negócio.

Se essas duas frentes operam em desalinho, a propriedade fica exposta às oscilações da demanda e à perda de margem de lucro. Como consequência, a captação de hóspedes e a própria distribuição hoteleira perdem força. O ponto central é: em prol da sinergia e de melhores resultados, ambas as áreas precisam se guiar por métricas. Da inteligência tarifária às ações de fidelização no pós-checkout, por exemplo, o ideal é que as grandes decisões ­sejam baseadas em dados reais, como histórico de consumo e tendências de comportamento.

Essa análise cruzada de indicadores revela a efetividade da operação e permite corrigir a rota quando necessário. Em outras palavras, isso quer dizer que, ao menor sinal de queda na demanda, o marketing pode tentar reverter o cenário ajustando a segmentação das campanhas, enquanto o comercial pode reavaliar a abordagem e atualizar as condições de negociação para favorecer a conversão.

As ferramentas do marketing hoteleiro e do Comercial no dia a dia

Só que a prática não é assim tão simples, a gente sabe. Além do faro apurado para boas decisões, daquele que só a experiência e a maturidade conseguem oferecer, é preciso dispor de ampla bagagem teórica para alcançar um gerenciamento eficiente. No caso do marketing hoteleiro, é essencial manjar de marketing digital, recorrendo ao poder do copywriting para aumentar as vendas diretas e utilizando as vantagens do SEO para potencializar a visibilidade do site do empreendimento, entre outras coisas.

É do marketing que também vêm a hiperpersonalização, o design iconográfico ­— que dá um up imediato na percepção de valor do hóspede — e os insights para aprimorar a comunicação via e-mail com a base de clientes, transformando relacionamento em recorrência de hospedagem.

Do lado da equipe de Vendas, o impacto no resultado também depende de informação aplicada ao dia a dia. O sucesso de estratégias como upselling e cross-selling, bem como da metodologia inside sales (que se refere à prática de vender mais com menos recursos), está 100% atrelado à expertise do time. Como muitas vezes o setor atua em conjunto com o time de Revenue Management, ainda cabe a ele alimentar a distribuição hoteleira, baseando-se nas informações colhidas por Reservas para selecionar quais canais de venda fazem sentido para o empreendimento.

Como você pode ver, as áreas são muito conectadas, e brilhar em cada uma delas tem tudo a ver com capacitação profissional — a nossa especialidade. Mas, em vez de ditar regras e pautar assuntos com base em mero feeling editorial, o Portal do Hoteleiro quer acertar em cheio na escolha dos temas, priorizando aquilo que vai ajudar você a encarar os desafios com mais sabedoria.

Por isso, responda às nossas perguntas nos comentários: considerando todo o universo de vendas e marketing hoteleiro, onde você acredita que o meio de hospedagem em que você atua dá umas escorregadas de vez em quando? É preciso aumentar as vendas diretas, melhorar o posicionamento, diminuir a dependência de intermediários?

Conte para nós! As suas dúvidas vão servir como bússolas para a definição das nossas próximas pautas.

Bruna Dinardi
Author: Bruna Dinardi